Ontem foi comemorado o dia das bruxas em alguns lugares do planeta. Foi por causa disso que recebi ontem uma URL que me convidava para jogar Monster Party. Claro, vNES é um site incrível, afinal de contas você pode jogar através do navegador de web clássicos como Mega Man 2 e Ice Climber mas eu não quero falar sobre essas possibilidades agora. Quero falar sobre Monster Party mesmo.
O que eu posso dizer? O joguinho é bem perturbador, considerando o fato de ser de 1989 e para o nintendinho.
Você vê Mark, um moleque que voltava para casa depois de ir jogar baseball com os amigos e acaba encontrando uma criatura Garuda/gárgula. O estranho ser veio do espaço e se chama “Bert”. O bicudo gosta do taco de Mark e o convida para ir exterminar umas criaturas em seu planeta de origem, que tem o sutil nome de “Dark World”. E claro, munido apenas com o bastão, o ingênuo protagonista topa encarar a aventura.
É de se imaginar que haja alguma festa dentro desse jogo, mas não, são apenas monstros, animais gigantes, pílulas mágicas e um punk sem pernas que você encontra pelo caminho. Nada de festas. Houveram duas coisas que ficaram na minha memória em relação a esse jogo da Bandai e que me deixaram extremamente desconfiado. A primeira acontece na primeira fase, não entrarei em detalhes para não estragar a surpresa, vai por mim, jogue um pouquinho pelo Virtual NES até o momento que você ver uma espécie de prédio/árvore verde. A segunda é o final. Eu nunca cheguei até ele, mas há alguns meses atrás eu o tinha visto no SydLexia.com. Poxa vida, depois de passar pelo último chefe você percebe que o jogo poderia ser adaptado para um roteiro de M. Night Shyamalan. Vou tomar a liberdade de usar as mesmas imagens do SydLexia para ilustrar melhor. Afinal de contas… Não é sempre que você vê um negócio desses.

Basicamente a aberração alada, Bert, agradece o pobre Mark por ter salvo seu mundo bizarro lhe dando uma caixa. O aclamado baúzinho de itens, de muitos outros jogos.

Chegando em casa ele o abre e dentro dele aparece uma formosa princesa vestida de branco. Claro tudo bem, provavelmente a coitada contorcionista teja lá só pra servir como um objeto, apenas uma princesa para passar o nome do reino de seu pai para o honrado Mark, para a fúria das feministas de plantão.

Só tem esse problema, a maldita princesa não passava de uma cilada, um cavalo de tróia do Dark World!

O pior de tudo é que sai algum tipo de Antraz dos infernos e justo o infeliz do Mark fica todo desfigurado, perceba que é possível ver os ossos de suas mãos enquanto o olho esquerdo dele ameaça sair de seu crânio. Nunca mais o coitado poderá rebater umas bolas com seus amigos.

Mas bem-
Até que no final das contas tudo acabou bem, era só um sonho, tem até um sol sorrindo para Mark, hahaha, que ótimo! Que reviravolta, não? Pelo menos ele não tinha morrido e não se lembrava.

Mas claro, merda acontece! O Passarinho tinhoso, segurando o taco de Mark pergunta se ele “quer mais uma vez”. Ah, por favor-
O final é estupendo, para quem jogava Shadow of the Colossus e sentia remorso ao ver o final do jogo. Ai está, Monster Party. E … Que filho da puta é esse Bert heim.



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